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Eu soube de um país à beira-mar, à beira-pesadelo, à beira-pranto... De insónias e tristezas no cantar, do sonho, que a tardar, doía tanto!
Eu soube de um país que teve um cais e um barco que largou ao mundo além... Que foi e que voltou por entre os ais e sempre desse além ficou refém...
Eu soube de um país à beira-fado, guitarra dedilhando a decadência... Amante, entre grinaldas, mal-amado, cativo de masmorras e de ausência...
Eu soube de um país que se rendeu, num dia de novembro, e se perdeu...
José-Augusto de Carvalho
Portugal
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